The fame monster.

Monstros. Quando crianças temos medo de deixar a porta do armário aberta, medo de pegar um copo d'água na geladeira durante a noite. Sempre nos disseram que haviam monstros em todos esses lugares. Conforme os anos passam, percebemos que na realidade os monstros existem também durante o dia. Que eles não são seres de outro planeta. Não. Estamos convivendo com os mesmos, sem perceber. Conforme nossa vida segue eles aparecem, revelam-se. Nunca sabemos onde, quando e nem porque aparecem. Mas uma hora nos deparamos com monstros.
A vida não está sendo fácil. Aquela costumeira calma que pairava aqui por perto foi brutalmente assassinada. E tudo muda com tanta rapidez... Já fazem 4 meses que consegui voltar para onde tanto queria. Eu já sabia possuía consciência de que não seria fácil, e que isso era um preço válido à se pagar. Mas, como de costume, nunca nos encontramos prontos para mudanças. Nunca. A ironia da vida continua a andar de mãos dadas comigo. Passarei a valorizá-la. Tentar provocar felicidade, para talvez poder senti-la depois.

A dança das folhas continua imparcialmente. E elas abandonam as árvores. E elas voam, conforme a vontade dos ventos. Sempre numa dança conjunta. Vital. E elas voam... Até repousarem. Não mortas. Com vida suficiente para serem delicadamente vermelhas, absurdamente magníficas. Colorindo paisagens. Fazendo viagens até lugares imaginários. E levantando vôo novamente, até acharem seu devido destino para o adorável descanso final. Folhas.


MGMT
@ The Youth.

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